SENADO FEDERAL – Projeto de Lei de Responsabilidade Educacional pode punir gestores públicos por infraestrutura e aprendizado insuficientes nas escolas, em pauta na Comissão de Educação.

Na manhã de terça-feira, a Comissão de Educação (CE) do Senado discutiu um projeto de lei que promete estabelecer punições para gestores públicos que não atenderem aos padrões mínimos de infraestrutura e aprendizado nas escolas. O projeto em questão, de autoria do senador Flávio Arns (PSB-PR) e sob relatoria do senador Confúcio Moura (MDB-RO), propõe a criação da Lei de Responsabilidade Educacional.

Segundo o projeto, a qualidade e oferta do ensino básico público serão avaliadas através de indicadores do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), além de prever punições civis para casos de má gestão. Na visão de Arns, a oferta de uma educação de qualidade não deve ser uma opção, mas sim uma obrigação dos gestores públicos em todas as esferas da Federação.

Para embasar a proposta, foram realizadas quatro audiências públicas em maio e junho do ano em questão. O relator do projeto, Confúcio Moura, destacou a importância da iniciativa como um passo relevante para garantir educação digna e de qualidade para a população brasileira.

Durante a discussão do projeto, foram apresentadas cinco emendas pelo relator. Entre as mudanças propostas, destacam-se a discordância com a previsão de abono salarial para profissionais de escolas que mantiverem ou melhorarem o padrão de qualidade, e a exclusão da referência ao crime de responsabilidade de prefeitos e governadores, uma vez que já existem leis específicas para tratar de improbidade administrativa.

Cabe ressaltar que, caso o projeto seja aprovado na Comissão de Educação sem a necessidade de recurso para votação em Plenário, o texto será encaminhado para análise na Câmara dos Deputados, onde poderá ser discutido e votado para se tornar lei.

Além do projeto da Lei de Responsabilidade Educacional, a CE também avaliou uma série de homenagens, incluindo a possível declaração do educador Anísio Teixeira como Patrono da Escola Pública Brasileira e a inclusão de nomes no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, como o piloto de caça Alberto Martins Torres e o pioneiro da aviação João Ribeiro de Barros. Outros projetos relacionados à cultura brasileira, como reconhecimento de expressões artísticas e instituição de datas comemorativas, também foram discutidos durante a reunião da comissão.

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