O projeto de lei, de autoria do deputado federal Jonas Donizette, teve sua origem na Câmara dos Deputados e foi posteriormente analisado no Senado, tendo o senador Cid Gomes como relator. A iniciativa de homenagear Hipólita Jacinta Teixeira de Melo, figura emblemática do movimento anticolonial, recebeu apoio de diversos setores da sociedade, especialmente de mulheres engajadas em resgatar a participação feminina na história do país.
Hipólita Jacinta, que pertencia à elite de Vila Rica, atual Ouro Preto, desempenhou um papel fundamental na Inconfidência Mineira. Sua fazenda, Ponta do Morro, serviu como local de reuniões secretas dos revolucionários. A escrita de uma carta denunciando o delator do movimento, Joaquim Silvério dos Reis, evidencia a coragem e determinação dessa mulher à frente de seu tempo.
A concessão póstuma da medalha da Inconfidência a Hipólita Jacinta Teixeira de Melo em 1999 marcou um marco importante na história da participação feminina nos movimentos de independência do Brasil. Sua trajetória e legado são reconhecidos como fundamentais para a compreensão e valorização da história nacional.
A inclusão do nome de Hipólita Jacinta no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria é um ato de justiça histórica e uma forma de reconhecer o papel das mulheres na construção do Brasil. Esta homenagem é um tributo não apenas a uma personagem histórica, mas também a todas as mulheres que lutaram e contribuíram para a construção da nossa nação.






