SENADO FEDERAL – Políticas públicas e investimentos são essenciais para combate aos incêndios no Pantanal, apontam debates em audiência conjunta das Comissões de Meio Ambiente.

Diligência externa da Comissão de Meio Ambiente (CMA) realizada em Cuiabá, na última quinta-feira (21), trouxe à tona a necessidade de políticas públicas e investimentos para combater os incêndios no Pantanal. Parlamentares federais e estaduais, representantes de instituições de preservação ambiental, pesquisadores e moradores da região se reuniram para discutir soluções para os impactos dos incêndios e da estiagem recorde que assolaram o bioma brasileiro em 2024.

Durante a audiência, a presidente da CMA, senadora Leila Barros (PDT-DF), ressaltou a importância do diálogo para lidar com emergências climáticas e desastres naturais, como os incêndios no Pantanal. Os participantes enfatizaram a necessidade de destinar recursos para ações de prevenção e combate aos incêndios, bem como de ocupar áreas abandonadas no Pantanal. A superintendente do Ibama de Mato Grosso, Cibele Xavier, alertou para a pior estiagem em 75 anos e o aumento de incêndios florestais causados pela mudança climática.

O comandante do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso, Flávio Gledson Vieira Bezerra, apresentou dados preocupantes sobre os incêndios na região e destacou a necessidade de investimentos em equipamentos no valor de R$ 91 milhões. Os parlamentares também discutiram a falta de recursos da Comissão de Meio Ambiente e a necessidade de mais investimentos para o combate aos incêndios em todo o país.

Além disso, foram abordadas questões sobre a preservação do Pantanal, a criação de leis para proteger os produtores que preservam o meio ambiente e a necessidade de desenvolver atividades econômicas e sociais na região. A senadora Margareth Buzetti (PSD-MT) criticou a decisão da França de não comprar carne do Mercosul e pediu mais recursos para a CMA.

O deputado estadual Carlos Avallone (PSDB-MT) ressaltou a importância dos pantaneiros na preservação do bioma e destacou a necessidade de permitir que retornem ao Pantanal. A nova lei aprovada pela Assembleia Legislativa deve contribuir para essa mudança.

Em meio a relatos desesperados de moradores locais, como “Cearazinho Pescador”, que tiveram suas atividades interrompidas pelos incêndios, a urgência de ações efetivas e investimentos para combater os incêndios e preservar o Pantanal se tornou ainda mais evidente. Com desafios ambientais cada vez mais complexos, é fundamental que o poder público e a sociedade se unam para proteger esse ecossistema único e essencial para a biodiversidade do país.

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