Durante a audiência, a presidente da CMA, senadora Leila Barros (PDT-DF), ressaltou a importância do diálogo para lidar com emergências climáticas e desastres naturais, como os incêndios no Pantanal. Os participantes enfatizaram a necessidade de destinar recursos para ações de prevenção e combate aos incêndios, bem como de ocupar áreas abandonadas no Pantanal. A superintendente do Ibama de Mato Grosso, Cibele Xavier, alertou para a pior estiagem em 75 anos e o aumento de incêndios florestais causados pela mudança climática.
O comandante do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso, Flávio Gledson Vieira Bezerra, apresentou dados preocupantes sobre os incêndios na região e destacou a necessidade de investimentos em equipamentos no valor de R$ 91 milhões. Os parlamentares também discutiram a falta de recursos da Comissão de Meio Ambiente e a necessidade de mais investimentos para o combate aos incêndios em todo o país.
Além disso, foram abordadas questões sobre a preservação do Pantanal, a criação de leis para proteger os produtores que preservam o meio ambiente e a necessidade de desenvolver atividades econômicas e sociais na região. A senadora Margareth Buzetti (PSD-MT) criticou a decisão da França de não comprar carne do Mercosul e pediu mais recursos para a CMA.
O deputado estadual Carlos Avallone (PSDB-MT) ressaltou a importância dos pantaneiros na preservação do bioma e destacou a necessidade de permitir que retornem ao Pantanal. A nova lei aprovada pela Assembleia Legislativa deve contribuir para essa mudança.
Em meio a relatos desesperados de moradores locais, como “Cearazinho Pescador”, que tiveram suas atividades interrompidas pelos incêndios, a urgência de ações efetivas e investimentos para combater os incêndios e preservar o Pantanal se tornou ainda mais evidente. Com desafios ambientais cada vez mais complexos, é fundamental que o poder público e a sociedade se unam para proteger esse ecossistema único e essencial para a biodiversidade do país.






