SENADO FEDERAL – Plenário discute transporte público grátis no dia das eleições.

Na sessão plenária do Senado, marcada para quarta-feira (16), às 14h, estará em votação a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 38/2022, que visa garantir o transporte público gratuito nos dias de eleições. A autoria da proposta é do senador Rogério Carvalho (PT-SE), com o apoio de outros parlamentares, e a relatoria está a cargo do senador Jorge Kajuru (PSB-GO).

A PEC, se aprovada, acrescentará um parágrafo ao artigo 14 da Constituição, estabelecendo como um dos direitos políticos dos cidadãos brasileiros a gratuidade do transporte público coletivo nos dias de eleições de primeiro ou segundo turno, tanto urbano quanto intermunicipal e interestadual, rodoviário e aquaviário.

Segundo o senador Rogério Carvalho, a proposta é fundamental para garantir o acesso dos eleitores de baixa renda às urnas, considerando que muitos enfrentam desafios para chegar ao local de votação devido ao crescimento das grandes cidades e suas regiões metropolitanas.

Já o senador Jorge Kajuru destaca que a gratuidade do transporte público no dia das eleições é essencial para preservar a normalidade e a legitimidade do processo eleitoral. Ele argumenta que essa medida evita o abuso do poder econômico por parte dos candidatos, que muitas vezes contratam e fornecem transporte particular para obter o voto dos eleitores.

Além da PEC 38/2022, também será votado o Projeto de Lei Complementar (PLP) 257/2019, que visa garantir a reserva de recursos no Orçamento da União para o atendimento de calamidades públicas. O texto passou por uma nova consulta à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e agora não estabelece mais um percentual fixo da reserva de contingência para essa finalidade. A reserva de contingência do Orçamento é destinada a cobrir riscos fiscais imprevistos.

A autora do projeto, senadora Leila Barros (PDT-DF), apresentou uma emenda para retirar a menção ao percentual de 25%, deixando a regulamentação para uma etapa posterior. A CAE aprovou as emendas em agosto e, se o projeto for aprovado no plenário do Senado, seguirá para análise da Câmara dos Deputados.

Outro projeto que estará em votação é o PL 4.875/2020, que prevê o pagamento de auxílio aluguel às mulheres vítimas de violência doméstica. A proposta, que tem como relatora a senadora Margareth Buzetti (PSD-MT), altera a Lei Maria da Penha com o objetivo de amparar as vítimas em situação de vulnerabilidade social e econômica. O valor do auxílio será definido pelo juiz e não poderá ser pago por mais de seis meses, sendo custeado pelo Sistema Único de Assistência Social (Suas).

Segundo Margareth Buzetti, o estado de Mato Grosso já possui um programa similar, chamado Ser Mulher, que tem o intuito de reduzir as desigualdades sociais e promover a cidadania e inclusão das vítimas de violência doméstica. Nesse programa, o estado proporciona um auxílio mensal de R$ 600 para as mulheres que estão sob medida protetiva, com o objetivo de auxiliá-las com os custos de moradia.

Essas são algumas das pautas que serão discutidas e votadas no Senado nesta semana, destacando a importância de temas como transporte gratuito nas eleições, reserva de recursos para calamidades e auxílio às vítimas de violência doméstica. Fique atento aos desdobramentos desses projetos e acompanhe as decisões dos parlamentares.

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