A proposta, que agora está em tramitação no Senado, busca incentivar a inclusão e a participação de pessoas com deficiência em atividades agrícolas, proporcionando a elas a oportunidade de aprender e praticar técnicas de cultivo, além de promover a convivência comunitária. Afinal, a atividade de cuidar de uma horta pode ser terapêutica e gratificante para todas as pessoas envolvidas.
Além disso, o projeto também pretende incentivar a prática de agricultura urbana, uma tendência cada vez mais popular nas grandes cidades. A criação de hortas em espaços públicos pode trazer diversos benefícios, como a promoção da alimentação saudável, a conscientização sobre o meio ambiente e a valorização do trabalho coletivo.
A proposta também destaca a importância da acessibilidade nas hortas comunitárias. Para garantir a plena participação de pessoas com deficiência, é necessário adaptar os espaços físicos e as ferramentas de trabalho. Rampas de acesso, caminhos largos e sem obstáculos, bancadas de trabalho ajustáveis, entre outras medidas, são fundamentais para garantir que todas as pessoas possam participar da atividade com segurança e autonomia.
No entanto, a iniciativa vai além da inclusão de pessoas com deficiência. A proposta também visa fortalecer laços comunitários e promover a educação ambiental. Através das hortas comunitárias, as escolas e as instituições de assistência social podem trabalhar conceitos como sustentabilidade, responsabilidade ambiental e valorização dos alimentos produzidos de forma local e orgânica.
A criação de hortas comunitárias com plena acessibilidade é uma ideia inovadora e inspiradora. Se aprovado pelo Senado e pelos demais órgãos competentes, o projeto de lei poderá trazer benefícios significativos para a sociedade como um todo. Espera-se que a proposta seja amplamente discutida e que suas diretrizes sejam implementadas, garantindo o acesso igualitário às hortas comunitárias e promovendo inclusão, cidadania e consciência ambiental.
