SENADO FEDERAL – Pena para estelionato amoroso contra mulheres pode aumentar até 100% em nova proposta em análise no Senado; projeto visa combater fraudes emocionais e financeiras.

O Senado brasileiro está discutindo a proposta de lei que pode aumentar a pena para o estelionato praticado contra mulheres em situações de violência doméstica ou em relações íntimas. A legislação em questão, conhecida como PL 4.915/2025, prevê que a punição para esses crimes pode variar de um terço a até o dobro, dependendo da gravidade das consequências sofridas pela vítima.

Recentemente, o projeto avançou em sua tramitação e foi aprovado pela Comissão de Direitos Humanos (CDH) em uma nova redação apresentada. O próximo passo agora é sua avaliação pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde passará por mais uma análise.

A proposição, que tem a senadora Damares Alves como autora, trata especificamente do que tem sido denominado “estelionato amoroso”. Essa prática é caracterizada pelo uso da confiança e da vulnerabilidade emocional da vítima, muitas vezes contando com a simulação de um relacionamento amoroso para obter vantagens financeiras, bens ou dinheiro.

Uma das principais inovações do substitutivo apresentado é a troca do termo “relação amorosa” por “relação íntima de afeto”. Esta mudança visa ampliar a abrangência da lei, encaixando-se melhor ao conceito já adotado na Lei Maria da Penha. Além disso, a proposta deixa explícito que a legislação também se aplica a relacionamentos que ocorrem apenas em ambientes digitais, como redes sociais e outros meios online.

O relator da matéria, senador Hermes Klann, enfatizou em seu parecer que esse tipo de fraude não se limita a prejuízos financeiros, mas também repercute na integridade psicológica e na dignidade da pessoa afetada. Essa compreensão, segundo ele, justifica a necessidade de um tratamento mais rigoroso por parte da legislação penal. Klann acredita que a proposta traz uma definição mais precisa, adaptando-se às diversas formas de relacionamentos afetivos contemporâneos.

A senadora Damares Alves, ao apoiar o parecer, ressaltou que o endurecimento das penas representa um passo importante para proteger as mulheres e combater esse tipo de crime, contribuindo para a desestimulação de fraudes que exploram a vulnerabilidade emocional. Com isso, espera-se que a legislação se torne mais eficaz no enfrentamento de práticas abusivas que vitimizam mulheres.

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