Os orelhões foram introduzidos no Brasil na década de 1970, fruto da concepção da arquiteta Chu Ming Silveira, e se tornaram símbolos da comunicação pública e da cultura urbana brasileira. Durante décadas, esses dispositivos proporcionaram a milhões de brasileiros a possibilidade de se conectar com amigos e familiares, demonstrando um papel fundamental na história das telecomunicações no país.
Atualmente, restam cerca de 38 mil orelhões espalhados por diversas localidades brasileiras. Contudo, a grande maioria deles será desativada, com exceção de algumas unidades que continuarão em funcionamento até 2028. Esses orelhões remanescentes estarão localizados em áreas onde o sinal de telefonia celular e a internet ainda são inadequados, ressaltando a necessidade de extinção gradual desses equipamentos em regiões mais conectadas.
O processo de desativação dos orelhões levanta questões importantes sobre a evolução das tecnologias de comunicação no Brasil. À medida que a telefonia móvel se torna cada vez mais acessível e a cobertura de internet se expande, a relevância dos orelhões diminui, refletindo a rápida transformação nas formas de comunicação. No entanto, sua extinção também evoca uma nostalgia coletiva, revivendo memórias de um tempo em que esses dispositivos eram uma parte vital do tecido social.
Assim, a desativação dos orelhões não é apenas uma questão técnica; é uma mudança significante que simboliza a transição do Brasil para uma nova era de comunicação, onde a conectividade é a norma e não a exceção. Essa realidade traz à tona discussões sobre inclusão digital e a importância de garantir que todos tenham acesso às novas tecnologias que moldarão o futuro da comunicação no país.
