O senador informou que as propostas entregues serão analisadas por Pacheco até sexta-feira (2) para que, em seguida, seja divulgada a lista das sugestões que visam fortalecer o Legislativo, buscando sempre os princípios constitucionais do equilíbrio, independência e harmonia dos poderes da República. A oposição também sugeriu um acordo com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, para que as propostas sejam votadas rapidamente nas duas casas legislativas.
Outra preocupação levantada pelo grupo da oposição foi em relação às ações da Polícia Federal (PF) que têm parlamentares como alvo, como as operações Lesa Pátria e Vigilância Aproximada que envolveram deputados, assim como a atuação do Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O senador criticou a atuação de Moraes e sugeriu que Pacheco levasse essa mensagem ao STF em nome do equilíbrio e sanidade da democracia brasileira.
Além disso, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também participou da reunião e destacou que, na visão do grupo, há uma conjuntura para perseguir um espectro político ligado a Jair Bolsonaro no Brasil, o que desequilibra a democracia. A Operação Vigilância Aproximada, que investiga monitoramento ilegal de autoridades pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), foi citada por Flávio Bolsonaro como um exemplo dessa perseguição.
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) destacou que o fim do foro privilegiado é um anseio da sociedade e defendeu que o Senado investigue o STF, já que o foro privilegiado é uma blindagem que protege os poderosos do Brasil, o que, segundo ele, prejudica o funcionamento da Justiça. Ele ressaltou que o Brasil tem uma anomalia em relação ao foro privilegiado, que beneficia milhares de autoridades, enquanto no resto do mundo são poucas.
A última segunda-feira (29) foi marcada pela informação de que Pacheco irá encaminhar ao STF um ofício solicitando os possíveis nomes de parlamentares clandestinamente monitorados pela Abin. A reunião contou com a participação de outros senadores e deputados e abordou a atuação da Abin, que está sendo investigada pela PF por suposto monitoramento clandestino de adversários da família Bolsonaro, parlamentares e até ministros do STF.
Portanto, a reunião foi marcada pela preocupação com a democracia e a independência dos poderes, assim como a defesa do fim do foro privilegiado e a investigação das atividades da Abin. A atuação dos parlamentares e os temas abordados na reunião com Pacheco revelam a tensão política existente atualmente no país.
