Na primeira parte de seu depoimento, GDias apontou a ineficiência da Secretaria de Segurança Pública e da Polícia Militar do Distrito Federal como responsáveis pelo fácil acesso dos manifestantes à Praça dos Três Poderes. O senador Sergio Moro admitiu que houve falhas por parte desses órgãos, porém criticou a atuação do general ao questionar por que o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e o Batalhão da Guarda Presidencial não garantiram a proteção do Palácio do Planalto.
GDias reconheceu que era responsabilidade da Coordenação-Geral de Segurança de Instalações (CGSI), vinculada ao GSI, acionar as tropas. No entanto, o coronel André Luiz Garcia Furtado, então chefe da CGSI, dispensou os reforços enviados pelo Comando Militar do Planalto um dia antes dos ataques.
Outro parlamentar a criticar GDias foi o senador Magno Malta. Ele confrontou o ex-ministro com uma declaração do presidente Lula, que afirmou que alguém teria facilitado a entrada dos manifestantes no Palácio do Planalto. GDias se esquivou de responder diretamente e apenas mencionou que abriu uma sindicância investigativa para apurar os fatos.
A deputada Jandira Feghali argumentou que a equipe deixada por GDias era composta por oficiais indicados por Bolsonaro, incluindo o general Carlos Penteado, que era secretário-executivo do GSI desde a gestão do general Augusto Heleno. Segundo a deputada, havia oito oficiais do GSI presentes nos atos golpistas de 8 de janeiro. Ela considerou que GDias falhou ao não exonerar esses oficiais, mas destacou que os bolsonaristas não foram capazes de apontar qualquer dolo por parte do general.
Para o deputado Rogério Correia, a CPMI deve investigar a atuação dos generais envolvidos nos ataques do dia 8 de janeiro. Ele destacou a importância de ouvir o general Penteado, responsável pela proteção do Palácio, e o general Augusto Heleno, que chefiou o GSI durante o governo Bolsonaro. Para Correia, esses generais atuaram como “quintas-colunas da democracia brasileira” e não podem ser anistiados para evitar futuras tentativas de golpe.
O deputado Pastor Henrique Vieira argumentou que a falha de GDias foi seguir os procedimentos de transição dos governos anteriores, que ocorriam de forma gradual e pacífica. Porém, ele ressaltou que o governo Bolsonaro não estava dentro da normalidade democrática e que havia oficiais golpistas infiltrados no GSI.
A CPMI do 8 de Janeiro continuará investigando o caso e ouvindo mais depoimentos, buscando encontrar respostas para os eventos que ocorreram naquele dia.





