SENADO FEDERAL – Nova lei permite corte de árvores sem penalização em casos de risco, mas exige avaliação profissional e limite de 45 dias para resposta do poder público.

Uma nova legislação agora está em vigor, trazendo mudanças significativas para a gestão do meio ambiente e a segurança urbana. A Lei 15.299, de 2025, estabelece que indivíduos que realizarem a poda ou o corte de vegetação não serão penalizados por crime ambiental, desde que essa ação seja motivada pela identificação de risco de queda de galhos ou árvores. Essa avaliação de risco deve ser realizada por um profissional habilitado, garantindo que a decisão de intervir na natureza seja fundamentada e responsável.

A medida vem com uma condição: o cidadão que se sentir ameaçado pela condição de uma árvore deve fazer um pedido formal ao poder público. Caso essa solicitação não seja atendida em um prazo de 45 dias, a pessoa poderá proceder com a poda ou o corte por conta própria. Essa possibilidade de agir rapidamente é uma resposta às preocupações crescentes sobre segurança, principalmente em áreas urbanas, onde a proximidade de vegetação densa com edificações e circulação de pessoas pode trazer riscos.

Os defensores da lei argumentam que essa abordagem proporciona uma alternativa mais eficiente para lidar com situações de risco, evitando tragédias e danos pessoais causados por quedas de árvores ou galhos. Por outro lado, críticos da medida expressam receios quanto à possibilidade de abusos, uma vez que a responsabilidade pela avaliação profissional pode ser negligenciada em algumas situações.

É importante ressaltar que a Lei 15.299 não impulsiona um permissivismo irresponsável. Ela ainda requer a supervisão de especialistas para garantir que tais intervenções na natureza sejam executadas de maneira adequada e segura. Assim, sua implementação deve ser observada de perto, buscando um equilíbrio entre a proteção ao meio ambiente e a necessidade de garantir a segurança da população.

Em um cenário onde desastres naturais e riscos ambientais estão em destaque, essa nova legislação representa uma tentativa de conciliar a preservação do verde com a proteção das pessoas, reflexo da necessidade de respostas mais ágeis e adequadas às realidades urbanas contemporâneas. A expectativa é que, com a aplicação correta da lei, o convívio entre humanos e a vegetação urbana possa se tornar mais seguro e sustentável.

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