SENADO FEDERAL – “Nova Lei Garante Vagas Proporcionais em Educação Infantil em Municípios Urbanos e Rurais para Combater Desigualdade no Acesso à Educação”

Os municípios brasileiros agora têm a responsabilidade legal de garantir a oferta de vagas em educação infantil tanto nas zonas urbanas quanto rurais, levando em consideração a população de cada região. Essa medida foi estabelecida pela recente Lei 15.369, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União (DOU) no dia 1º de novembro de 2023.

A nova legislação modifica a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), que data de 1996, ao deixar claro que a responsabilidade municipal em relação às vagas de educação infantil, que se refere a creches e pré-escolas, deve ser proporcional à densidade populacional local. A iniciativa visa corrigir a desigualdade que persiste no acesso à educação, especialmente entre áreas urbanas e rurais, um problema que se acentuou nos últimos anos.

Esse novo regulamento é fruto do Projeto de Lei (PL) 4.012/2024, proposto pelo deputado Damião Feliciano, do PDT da Paraíba. Após ser submetido a debates e análises, o projeto contou com um parecer favorável da senadora Professora Dorinha Seabra, membro da Comissão de Educação do Senado. Em seu relatório, a senadora trouxe à tona dados alarmantes sobre as matrículas na educação infantil, evidenciando uma deterioração nas desigualdades de acesso desde 2014 até 2022.

Os números são preocupantes: a diferença na cobertura de crianças de zero a três anos entre áreas rurais e urbanas aumentou de forma significativa a partir de 2018, atingindo cerca de 19,6 pontos percentuais até 2022. Enquanto nas áreas urbanas a cobertura chegou a 40,3%, nas zonas rurais esse índice permanece alarmantemente baixo, com apenas 20,7% de cobertura.

Essa nova legislação é vista como uma tentativa crucial do governo de eliminar as desigualdades educacionais, garantindo que todas as crianças, independentemente de onde vivam, tenham acesso a uma educação infantil de qualidade. Essa mudança representa um passo importante em direção à inclusão e à justiça social no sistema educacional brasileiro.

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