SENADO FEDERAL – Morre Mayra Cunha, jornalista do Senado, aos 49 anos; companheira da cultura e comunicadora apaixonada deixa legado e amizade marcante.

Na madrugada da última quinta-feira, o Recife perdeu uma talentosa jornalista e um ícone da comunicação pública, Mayra Cunha, aos 49 anos. Natural de Brasília, Mayra dedicou mais de duas décadas de sua vida ao Senado, onde começou sua trajetória como funcionária da TV Senado. Desde 2009, ela era servidora concursada e teve uma atuação diversificada nas diversas frentes de comunicação da Casa, como na Agência Senado e na Rádio Senado, e atualmente estava na Coordenação de Visitação da Secretaria de Relações Públicas.

Filha de uma renomada família de comunicadores — seu pai, Paulo José Cunha, é professor na Universidade de Brasília e ex-servidor da Câmara dos Deputados, enquanto sua mãe, Fátima Mesquita, também é servidora aposentada do Senado — Mayra sempre foi uma presença vibrante e ativa no meio cultural. Sua paixão por literatura e arte a levou a assumir a curadoria do Clube de Leitura da Livraria Oto Reifschneider, além de promover eventos culturais em Brasília em suas redes sociais e escrever uma coluna sobre livros. Nos anos de 2004 e 2005, lançou o blog “Milk Shake”, que explorou o universo do comportamento feminino.

Mayra estava em Pernambuco para comemorar o aniversário de uma amiga quando foi diagnosticada com pneumonia, levando à sua internação em um hospital local. Seu corpo será cremado na capital pernambucana, encerrando a trajetória de uma profissional admirada e uma amiga estimada.

Seus colegas da Secretaria de Comunicação expressaram profundo pesar pela perda. Luciana Rodrigues, diretora da Secom, ressaltou o impacto que Mayra teve no setor, não apenas por suas habilidades em comunicação, mas também por sua personalidade alegre e contagiante. A ex-diretora da Secretaria de Relações Públicas, Andréa Valente, descreveu Mayra como uma mulher intensa e generosa, que capacitava os outros com seu entusiasmo.

Eleita para trazer uma energia única ao programa “Autores e Livros” da Rádio Senado, Mayra sempre encantou o público com seu conhecimento e carisma. Celso Cavalcanti, diretor da rádio, lembrou de sua capacidade de tornar a literatura acessível e divertida, qualificando sua perda como inestimável.

Amigos e colegas a descrevem como alguém que vivia intensamente, sempre cercada por boas risadas e conversas profundas. O jornalista Mauricio Muller destacou seu compromisso com a vida e o reflexo desse amor em suas relações e no trabalho. Sua amiga, Luciana Barreto, também fez uma homenagem nas redes sociais, lembrando dela como uma verdadeira fonte de luz e energia.

O legado de Mayra Cunha permanece — uma jornalista dedicada, uma amiga leal e uma entusiasta da cultura, cuja ausência deixará um vazio indelével em todos que tiveram o privilégio de conhecê-la.

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