O senador expressou preocupações sobre o que considera uma interferência indevida do STF em assuntos legislativos, questionando, assim, a autonomia do Poder Legislativo. Ele defendeu que a atual estrutura do Supremo necessita de reformulações significativas, propondo, entre outras medidas, a implementação de mandatos fixos para os ministros da Corte. O senador acredita que essa mudança permitiria uma maior fiscalização e controle sobre as decisões do tribunal, que, segundo ele, tem se tornado cada vez mais autônomo e difícil de ser monitorado.
Moro ressaltou que a escolha de um novo membro do STF deveria ser deixada para o próximo presidente eleito, após um debate público mais abrangente sobre o papel e a eficiência da instituição. “Precisamos primeiro discutir uma ampla reforma da instituição. Por que esse assunto não avança? Hoje, os ministros têm a perspectiva de ocupar seus cargos por 20 ou 30 anos, e isso não é saudável, especialmente porque o tribunal se tornou praticamente incontrolável”, afirmou.
Além de suas críticas ao STF, Moro também comentou sobre sua recente saída da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), atribuindo sua decisão a articulações políticas internas. No entanto, o senador confirmou que retornou ao colegiado como suplente e expressou sua intenção de participar da sabatina de Jorge Messias, programada para a manhã do dia 29 de setembro.
Moro parece determinado a se posicionar ativamente neste debate crucial, que pode moldar o futuro do sistema judiciário brasileiro e o equilíbrio entre os poderes da República.





