Anteriormente conhecida como real digital, a moeda recebeu o nome de Drex em 2023, quando iniciaram os testes no Piloto Drex. A nova nomenclatura faz referência ao real digital, à característica eletrônica da moeda e à conexão tecnológica que ela proporcionará. O valor do Drex será equivalente ao real tradicional e sua regulação ficará a cargo do Banco Central, sendo emitida exclusivamente na plataforma do Drex.
Uma das vantagens do Drex é a possibilidade de realizar transações financeiras seguras com ativos digitais, por meio do uso de contratos inteligentes. Esses contratos permitem a execução automática de acordos, como a compra e venda de imóveis, garantindo segurança e agilidade nas operações. Além disso, a nova moeda será “tokenizada”, ou seja, atrelada a tokens e registrada em uma rede de DLT, proporcionando um ambiente seguro para transações.
A proposta de criação do Drex tem despertado o interesse no Senado, onde foi apresentada uma emenda à PEC 65/2023, que busca permitir que o Banco Central regule novos produtos financeiros, possibilitando a viabilização dos contratos inteligentes. Outro projeto em análise é o PLP 80/2023, que visa regular a emissão e o uso da moeda digital pelo Banco Central, estabelecendo princípios para sua operação e segurança.
A preocupação com a segurança e privacidade dos usuários do Drex também está em pauta, com especialistas destacando a importância de garantir o sigilo das transações e o cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados. A previsão do Banco Central é concluir a segunda fase do piloto do Drex até meados de 2025, visando a interação das soluções de privacidade com os modelos de negócio propostos pelos participantes. A expectativa é de que a nova moeda traga inovação e facilidades para o mercado financeiro brasileiro, impulsionando o uso de contratos inteligentes e novas formas de serviços financeiros.






