Durante a reunião, os membros da CPMI abordaram questões essenciais sobre os limites da investigação acerca dos descontos irregulares nos benefícios previdenciários, que afetam direta ou indiretamente aposentados e pensionistas. Além disso, a utilização de informações sigilosas envolvendo o Banco Master foi outro ponto crucial discutido, evidenciando a complexidade da investigação em curso.
O presidente da CPMI, Carlos Viana, compartilhou detalhes sobre sua conversa com Toffoli, na qual o ministro justificou a retirada dos documentos, alegando que estes haviam sido enviados à comissão antes de uma revisão adequada realizada pela Polícia Federal. Segundo Viana, essa circunstância pode comprometer a validade das investigações e até mesmo invalidar provas em possível vazamento de informações.
Ele enfatizou que Toffoli se comprometeu a devolver os documentos assim que as diligências policiais forem finalizadas. Essa expectativa é fundamental para o trabalho do relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar, especialmente à luz do depoimento do empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, previsto para o dia 26 deste mês.
A senadora Damares Alves levantou a questão sobre a possibilidade de ações legais contra a decisão de Toffoli, ressaltando que alguns parlamentares já haviam visualizado os documentos antes de sua remoção. Para ela, tal material poderia esclarecer pontos cruciais da investigação. Respondendo a isso, Viana informou que a Advocacia do Senado já havia protocolado um pedido para obter o conteúdo integral da decisão do ministro, mas que ainda aguardavam resposta.
O clima na comissão ganhou ainda mais tensão com o fortalecimento das investigações sobre o Banco Master, especialmente após a intervenção do Banco Central, liderado por Gabriel Galípolo, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Um ato relevante do Banco Central foi a liquidação extrajudicial do Banco Master, desencadeado após a identificação de irregularidades.
Em meio a esses desdobramentos, Viana comunicou que, após um acordo entre os líderes partidários, a próxima reunião da CPMI, marcada para o dia 12 de fevereiro, foi cancelada. Contudo, as atividades retornarão no dia 26 de fevereiro, após o Carnaval, com o aguardado depoimento de Vorcaro. Com o empresário em prisão domiciliar, sua presença no Congresso dependerá da aprovação do STF, adicionando um novo nível de complexidade ao processo investigativo.
