SENADO FEDERAL – Ministério da Saúde decide não incluir vacina contra herpes-zóster para maiores de 80 anos no SUS; projeto no Senado busca ampliar acesso a partir dos 60 anos.

Em uma decisão recente, o Ministério da Saúde optou por não incluir a vacina contra o herpes-zóster no calendário vacinal obrigatório do Sistema Único de Saúde (SUS) para pessoas acima dos 80 anos e para os imunocomprometidos com 18 anos ou mais. A avaliação da pasta apontou que o investimento necessário para a imunização seria de aproximadamente R$ 5,2 bilhões ao longo de cinco anos, um valor que, segundo o governo, não é viável no momento diante das prioridades financeiras atuais.

O herpes-zóster, também conhecido popularmente como cobreiro, é uma infecção viral causada pela reativação do vírus varicela-zóster, que pode provocar dores intensas, erupções cutâneas e, em alguns casos, complicações mais graves. A faixa etária mais suscetível à doença e seus efeitos debilitantes leva muitos especialistas a defenderem a necessidade de uma vacina acessível a essa população vulnerável.

Para contornar essa situação, a Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado está prevista para analisar, ainda este ano, um projeto de lei que propõe a vacinação contra o herpes-zóster para pessoas a partir dos 60 anos de idade. Essa proposta, conhecida como PL 4.426/2025, é de autoria da senadora Dra. Eudócia, do Partido Liberal de Alagoas, e busca garantir que uma camada maior da população tenha acesso à prevenção de uma doença que pode ter consequências significativas na qualidade de vida.

A iniciativa de Dra. Eudócia é um reflexo da crescente preocupação com a saúde da população idosa, que frequentemente enfrenta não apenas o herpes-zóster, mas uma série de outras doenças que afetam seu bem-estar. A proposta terá um impacto crucial no debate sobre vacinação e saúde pública no Brasil, trazendo à tona a necessidade de prioridades que contemplem a saúde da população mais vulnerável.

Essa discussão se insere em um contexto mais amplo de debates sobre como o Brasil deve proceder em relação às suas políticas de saúde, especialmente em tempos de orçamentos restritos e a necessidade de equilibrar recursos limitados com demandas crescentes da sociedade. A movimentação em torno do projeto de lei evidencia a importância de um olhar atento às necessidades de saúde da população, especialmente em um país onde a longevidade é uma realidade cada vez mais comum.

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