Durante seu pronunciamento, a senadora questionou a eficácia das leis e penas altas, que são frequentemente divulgadas nos jornais. Segundo ela, o feminicídio é um crime repugnante no Brasil, com pena máxima de 30 anos, no entanto, uma mulher é morta a cada 6 horas. Buzetti argumentou que os agressores, que demonstram falta de humanidade, não se preocupam com o tempo de prisão, portanto, apenas penas severas não são suficientes.
Entre as medidas propostas por Buzetti está a criação de um tipo penal específico para o feminicídio, com pena máxima de 40 anos e pena mínima estabelecida em 20 anos. Além disso, a senadora defende que a progressão de regime para assassinos condenados por crimes contra mulheres seja mais rigorosa, para evitar que esses criminosos retornem facilmente às ruas.
Outra proposta é proibir visitas íntimas para os condenados por homicídios contra mulheres. Buzetti ressaltou a importância de suspender e cancelar o poder familiar do agressor, pois eles muitas vezes usam os filhos como desculpa para se aproximar novamente das mulheres. E caso o agressor não respeite medidas protetivas, ele seria obrigado a utilizar tornozeleira eletrônica, para que fosse monitorado pela polícia.
A senadora enfatizou que a impunidade faz com que os agressores acreditem que podem fazer o que quiserem, até mesmo chegar ao extremo de tirar a vida de suas companheiras. No entanto, se eles forem presos desde o início das agressões, é possível save vidas. Segundo Buzetti, um monstro que é capaz de tirar a vida de sua parceira não teme a lei, mas se ele for punido desde o início das agressões, a história da vítima pode ter um final diferente.
O projeto de lei “Pacote Antifeminicídio” apresentado pela senadora Margareth Buzetti busca ampliar as penas para crimes cometidos contra mulheres antes do feminicídio. A parlamentar propõe penas mais severas, a proibição de visitas íntimas para os condenados, a suspensão do poder familiar do agressor e o uso de tornozeleiras eletrônicas.
