A escolha desse novo nome para a flor foi uma forma de homenagear o médico inglês que descreveu a doença no século XIX. O símbolo da tulipa vermelha ganhou destaque na década de 1980, quando o floricultor holandês J.W.S. Van der Wereld, portador da doença de Parkinson, propôs essa associação.
A doença de Parkinson é uma condição progressiva e sem cura que afeta o sistema nervoso central e os movimentos do corpo. Os sintomas costumam se manifestar lentamente, inicialmente com tremores leves em uma das mãos e posteriormente com rigidez e lentidão nos movimentos.
O senador Paulo Paim (PT-RS) havia apresentado o Projeto de Lei do Senado (PLS) 100 em 2018, propondo que abril fosse instituído como o Mês da Conscientização da Doença de Parkinson. No entanto, o texto foi alterado na Câmara dos Deputados, resultando na Lei 14.606 de 2023, que estabeleceu não apenas a data, mas também a tulipa vermelha como símbolo da campanha.
Após tramitação no Senado, o projeto sofreu modificações e foi aprovado com um substitutivo que incluía diretrizes para a Política de Atenção Integral à Pessoa com Doença de Parkinson no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, após análise da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e posterior votação no Plenário do Senado, a nomenclatura da tulipa vermelha como Dr. James Parkinson foi mantida como o principal ponto da lei.
Essa mudança simbólica representa um passo importante na conscientização sobre a doença de Parkinson e no reconhecimento do legado deixado pelo médico que a descreveu pela primeira vez. A tulipa vermelha agora carrega não apenas a beleza natural da flor, mas também a lembrança de um nome que ficará associado a essa causa.
