O senador informou que entre os condenados estão dois atletas, cujos nomes não foram divulgados, e enfatizou que, embora os réus possam recorrer das sentenças em liberdade, essa não será a situação de William Rogatto. Este, que se encontra sob custódia preventiva desde a sua extradição dos Emirados Árabes Unidos em setembro, permanecerá encarcerado enquanto se processa o desdobramento do caso.
Kajuru atribuiu um papel crucial às investigações conduzidas pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que ele presidiu, afirmando que, sem as apurações, as condenações poderiam não ter sido possíveis. O senador ressaltou que o juiz, ao aceitar o depoimento de Rogatto na CPI como uma confissão extrajudicial, considerou que as informações prestadas na comissão eram mais consistentes do que aquelas fornecidas durante o interrogatório judicial. Esse ponto foi enfatizado para evidenciar a relevância da CPI na coleta de provas.
Além de defender a importância das comissões parlamentares, Kajuru expressou seu orgulho pelo resultado das investigações da CPI, destacando que, diferentemente de outros casos que não levaram a punições efetivas, a CPI da Manipulação produziu resultados concretos. Ele também expressou que esse sentimento é compartilhado pelo relator da comissão, o ex-jogador Romário Faria.
Essa condenação representa um passo significativo no combate à corrupção no esporte, reafirmando a necessidade de mecanismos de fiscalização mais robustos e comprometidos com a justiça. O senador concluiu seu discurso reiterando a função essencial das CPIs como instrumentos de investigação do Legislativo, reforçando a ideia de que a luta contra a manipulação de resultados no futebol deve continuar.





