A medida judicial representa um avanço importante para os movimentos sociais que lutam por mais equidade nas oportunidades educacionais. As cotas raciais têm sido um instrumento crucial para garantir o acesso das minorias à educação superior, um espaço que historicamente tem sido dominado por grupos mais privilegiados. A suspensão da proibição abre novas possibilidades para que estudantes de diferentes origens raciais possam ter a chance de ingressar em universidades públicas, potencialmente transformando suas vidas e contribuindo para uma sociedade mais justa.
Paralelamente, tramita no Senado uma proposta de emenda à Constituição, conhecida como PEC 33/2016, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS). Essa proposta visa garantir a destinação de recursos permanentes para ações que enfrentem a desigualdade racial, consolidando assim um compromisso legislativo em favor da inclusão e da justiça social. Atualmente, a proposta está na Comissão de Constituição e Justiça, aguardando a designação de um relator para que possa avançar no processo legislativo.
A suspensão da lei em Santa Catarina, somada a iniciativas como a PEC, reflete um ambiente jurídico e político que, apesar de suas controvérsias, busca construir caminhos para a efetivação dos direitos de todos os cidadãos, independentemente de sua raça ou cor. Este episódio ressalta a importância da luta pela igualdade de oportunidades e a necessidade de políticas públicas que promovam a inclusão e a diversidade dentro das instituições de ensino superior. À medida que o debate sobre educação e equidade racial avança, fica evidente que a sociedade civil e as autoridades judiciais têm papel fundamental na construção de um futuro mais democrático e igualitário.






