O autor do projeto, deputado federal Vinicius Carvalho, teve sua proposta aprovada na Câmara dos Deputados em novembro de 2022 e agora aguarda a decisão da CE, que é terminativa. O relator do projeto, senador Esperidião Amin, expressou seu apoio ao texto, argumentando que a religião cristã desempenhou um papel fundamental na formação da sociedade e cultura brasileira.
Durante a audiência, a senadora Damares Alves, responsável pelo requerimento que originou o debate, ressaltou a importância de evitar possíveis judicializações do texto e destacou a preocupação com a possível ingerência do Estado sobre a prática religiosa. Juristas e representantes religiosos presentes na audiência também expressaram seu posicionamento contrário à definição do cristianismo como manifestação cultural, alegando que a religião vai além de uma simples expressão cultural.
O presidente do Instituto Brasileiro de Direito e Religião, Thiago Rafael Vieira, defendeu a apresentação de emendas ao projeto para distinguição entre a religião cristã e suas manifestações culturais, evitando assim uma violação aos preceitos fundamentais da Constituição relacionados à liberdade religiosa. Vieira enfatizou que a cultura deve ser um fator de unidade, respeitando a diversidade de fontes religiosas e não religiosas.
No geral, a audiência foi marcada por intensos debates e argumentações sobre a relação entre a religião e a cultura, com diferentes visões e opiniões sendo expressas pelos participantes. O projeto continua em tramitação na CE, aguardando possíveis alterações e emendas antes de prosseguir para a próxima etapa legislativa.
