SENADO FEDERAL – Juizados de Violência Doméstica Poderão Decidir Sobre Guarda Provisória de Filhos, Afirma Comissão de Direitos Humanos

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado aprovou um projeto de lei que promete ampliar as funções dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. A proposta, que busca fortalecer a proteção legal para mulheres vítimas de agressão, inclui a nova atribuição desses juizados de decidir sobre a guarda provisória de crianças e dependentes em situações de violência.

Atualmente, esses juizados são responsáveis por conceder medidas protetivas a mulheres agredidas e julgar os crimes relacionados a essa violência. A relatora do projeto, a senadora Jussara Lima, do PSD-PI, argumenta que a inclusão da guarda provisória nas competências desses juizados é uma medida necessária e oportuna. Segundo ela, esse passo é fundamental para evitar que as mulheres, já em situação de vulnerabilidade, tenham que se submeter a novas disputas judiciais nas varas de família, frequentemente instigadas pelos próprios agressores.

A aprovação deste projeto é vista como uma tentativa de criar um sistema mais ágil e eficiente que garanta a segurança e o bem-estar das mulheres e seus filhos. Muitas vítimas de violência doméstica enfrentam o desafio de lidar com múltiplas instâncias judiciais que, além de prolongar o sofrimento, podem colocar suas vidas e a de seus filhos em risco. Ao permitir que os juizados especializados na violência contra a mulher também decidam sobre a guarda das crianças, a nova legislação busca centralizar essas questões em um mesmo espaço judicial, proporcionando um ambiente mais seguro e menos conflituoso.

Após a aprovação na CDH, o projeto segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde passará por mais uma etapa de discussão antes de ser enviado para votação no plenário. A expectativa é que, se aprovada, a nova norma contribua para a construção de um sistema de justiça mais sensível e eficaz no combate à violência doméstica e na proteção dos direitos das mulheres e crianças envolvidas. A medida representa um passo significativo em direção à valorização dos direitos humanos e à promoção de um ambiente mais seguro para todos.

Sair da versão mobile