O relatório aponta que a meta fiscal estabelecida para 2025 foi garantida apenas devido a uma manobra contábil que incluiu a exclusão de certas despesas do limite orçamentário do governo. Esta medida pode ser interpretada como uma tentativa de criar uma aparência mais favorável da saúde financeira do Estado, embora a prática levante questões sobre a transparência e a sustentabilidade fiscal. A retirada de despesas do cálculo do teto de gastos é uma estratégia que, embora permita cumprimentos de metas, pode esconder problemas mais profundos na gestão fiscal.
Com o ambiente econômico também sendo afetado por fatores externos, como a instabilidade no cenário global, a IFI enfatiza que a falta de investimentos pode afetar a evolução do Produto Interno Bruto (PIB) e a geração de empregos. O relatório sugere que a recuperação econômica, já fragilizada pelos impactos da pandemia, pode se tornar ainda mais lenta caso não haja um esforço robusto para aumentar os investimentos nas áreas essenciais, como infraestrutura e educação.
Além de alertar sobre os desafios que o governo enfrenta para manter a trajetória fiscal, a IFI também enfatiza a necessidade de um planejamento mais eficiente e transparente. Sem isso, as chances de uma recuperação econômica robusta se tornam incertas. A publicação do relatório é um chamado à ação para que as autoridades repensem suas estratégias e priorizem ações que não apenas atendam às metas fiscais, mas que também promovam um crescimento econômico sustentável e inclusivo para a população. A análise ressalta a importância de um debate mais aprofundado sobre as questões fiscais e o futuro econômico do país, que precisa necessariamente envolver um compromisso sério com o investimento público.






