SENADO FEDERAL – Imunidade Tributária de Entidades Filantrópicas em Risco: Debate no Senado Abre Discussão sobre Impactos na Saúde e Educação do Brasil.

A imunidade tributária é um pilar fundamental para as instituições filantrópicas que atuam nas áreas de educação, saúde e assistência social no Brasil. A fragilização desse benefício pode acarretar sérias consequências tanto para a sociedade quanto para as políticas públicas do Estado. Este tema foi discutido em uma recente audiência pública da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), na qual pesquisadores da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) apresentaram dados sobre o impacto do setor filantrópico no país.

O senador Flávio Arns (PSB-PR), que mediou o debate, reiterou a importância de instituições como hospitais filantrópicos e santas casas. Esses serviços são vitais para a população, especialmente para aqueles que têm deficiência ou que não têm acesso a atendimento de qualidade. Arns informou que irá propor uma emenda a um projeto de lei complementar que visa proteger a imunidade tributária dessas entidades, evitando que mudanças na regulamentação da reforma tributária resultem em aumento de tributos para o setor.

Custódio Pereira, presidente do Fórum Nacional das Instituições Filantrópicas (Fonif), destacou que essas entidades desempenham um papel insubstituível na estrutura social do Brasil. Elas atuam em áreas onde a presença do poder público é escassa, complementando as políticas já existentes e oferecendo serviços de qualidade. Segundo dados de 2025, o setor filantrópico reúne aproximadamente 8,3 mil mantenedoras e 18,4 mil instituições mantidas, sendo que mais de 50% dessas últimas se dedicam à assistência social.

Em 2024, a imunidade tributária das entidades certificadas alcançou R$ 18,8 bilhões, sendo que os setores de saúde, educação e assistência social receberam montantes significativos. Pereira enfatizou que a imunidade tributária não deve ser vista como uma renúncia fiscal, mas sim como uma proteção constitucional que delimita o campo tributável.

Adicionalmente, Vanderlei José Vianna, representante da Associação Brasileira de Instituições Educacionais Evangélicas (Abiee), comentou sobre a nova legislação que prorroga a utilização de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para instituições filantrópicas até 2030. Essa medida representa um apoio vital para a continuidade dos serviços prestados por essas entidades.

Marcelo Guerra, coordenador jurídico da Associação dos Hospitais Filantrópicos Privados (Ahfip), reforçou que esses hospitais são essenciais para o sistema de saúde brasileiro, representando cerca de 50% das internações públicas e quase 70% nos procedimentos de alta complexidade. Em muitos municípios, são as únicas opções para assistência médica.

Por fim, a presidente da Associação Nacional de Educação Católica no Brasil (Anec), Iraní Rupolo, destacou a relevância social dessas instituições, que, muitas vezes, trabalham sem remuneração e atendem a milhões de brasileiros que não têm acesso aos serviços públicos. Charles London, da Confederação das Santas Casas, corroborou a necessidade dessas entidades, afirmando que sem elas, a saúde no Brasil estaria em sério risco. Em suma, a proteção da imunidade tributária é crucial para garantir a continuidade e a qualidade dos serviços prestados por essas instituições filantrópicas.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo