SENADO FEDERAL – Imposto sobre consumo pode variar de 20% a 30% com reforma tributária, segundo Instituição Fiscal Independente.

Uma das maiores taxas aplicadas sobre o consumo em todo o mundo. É assim que pode ser descrita a alíquota do novo imposto sobre o valor agregado (IVA) criado pela reforma tributária, de acordo com o mais recente Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) divulgado pela Instituição Fiscal Independente (IFI). Segundo o relatório, a alíquota do IVA deve variar entre 20,03% e 30,7%, o que representa uma taxa elevada em comparação com outros países. A proposta de emenda à Constituição da reforma tributária (PEC 45/2019) foi aprovada pela Câmara dos Deputados e agora aguarda análise no Senado.

O texto do RAF destaca a importância de uma reforma tributária que assegure princípios como equidade, simplicidade, transparência, eficiência e neutralidade. Segundo a IFI, o sistema tributário brasileiro não atende plenamente a nenhum desses princípios, revelando a urgência da reforma que está em curso no Congresso Nacional.

Além da reforma tributária, o RAF também analisou a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que foi divulgada após a redução da taxa básica de juros. De acordo com o relatório, a ata do Copom indica uma melhoria do cenário macroeconômico e um ambiente mais favorável para a inflação brasileira medida pelo IPCA.

O documento destaca que, apesar das divergências sobre a magnitude do corte na taxa básica de juros, todos os membros do Copom estão de acordo que os avanços institucionais, como o arcabouço fiscal e a reforma tributária, juntamente com o comportamento do IPCA, permitem o início do ciclo de afrouxamento da política monetária.

A reforma tributária e a redução da taxa de juros são consideradas questões estratégicas para o país. O sistema tributário brasileiro precisa ser simplificado e mais justo, e a taxa básica de juros precisa ser adequada para estimular o crescimento econômico. Por isso, é fundamental que essas reformas sejam implementadas o mais rápido possível.

A aprovação da PEC 45/2019 pelo Senado e o início do ciclo de afrouxamento da política monetária são sinais positivos para o cenário econômico brasileiro. Resta agora acompanhar de perto as próximas etapas desses processos e seus impactos na economia do país.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Sair da versão mobile