SENADO FEDERAL – “Governos sancionam lei que garante segurança fiscal na reciclagem de materiais, estimulando incentivos no setor e fortalecendo a Política Nacional de Resíduos Sólidos.”

Na quarta-feira, a Presidência da República sancionou uma nova legislação que visa aumentar a segurança dos incentivos fiscais relacionados ao Pis/Pasep e Cofins na compra e venda de materiais recicláveis. A Lei 15.394, de 2026, foi publicada sem vetos no Diário Oficial da União e consolidou uma decisão do Supremo Tribunal Federal, de 2021, que já orientava a tributação desse setor.

Com a nova norma, fornecedores de materiais recicláveis, como papel, vidro, plásticos e metais, estão isentos de recolher Pis/Pasep e Cofins na venda desses produtos. Isso significa que, ao adquirir esses materiais, os compradores terão direito a créditos tributários, permitindo que, ao revender os produtos, possam descontar dos impostos o valor que o fornecedor deveria ter pago em Pis/Pasep e Cofins. Essa mudança pretende estimular o mercado de reciclagem, facilitando a atividade econômica nesse setor.

Originada do Projeto de Lei 1.800/2021, a nova norma foi aprovada pelo Senado em março, tendo o senador Alan Rick (Republicanos-AC) como relator. Rick destaca que a redução dos custos associados ao processo de reciclagem poderá trazer resultados mais eficazes para a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Ele ressalta, em seu relatório, que, atualmente, a taxa de reciclagem no Brasil é alarmantemente baixa, com apenas 1,67% dos resíduos sólidos sendo recuperados, conforme dados recentes do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico.

O alcance do benefício fiscal se estende a empresas de coleta e reciclagem, assim como a organizações de catadores de lixo, desde que essas entidades façam a apuração de seu Imposto de Renda com base no lucro real. Essa inclusão é significativa, já que visa fortalecer a participação de pequenos empreendedores e cooperativas nesse mercado.

Por fim, a nova legislação também prevê que essa política de incentivos seja adaptada para se adequar à reforma tributária em andamento, que busca modernizar a forma como os impostos sobre o consumo são geridos no Brasil e cujo prazo de transição se estende até 2033. Esse movimento é uma tentativa clara de promover a sustentabilidade e incentivar a economia circular no país.

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