SENADO FEDERAL – Governo Federal libera R$ 266,5 milhões para socorro a vítimas de desastres naturais em Minas Gerais após tragédias na Zona da Mata.

A recente conversão em lei da medida provisória que destina R$ 266,5 milhões para ações emergenciais de proteção e defesa civil na Zona da Mata de Minas Gerais traz um alívio significativo após os trágicos eventos que ocorreram no início deste ano, resultando na morte de 72 pessoas devido a enchentes e deslizamentos de terra. Publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira, a norma assegura recursos vitais para a assistência às vítimas e para a recuperação das áreas devastadas.

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional será o responsável pela execução desses recursos, previamente editados em março pelo Poder Executivo. A medida provisória passou por uma rápida aprovação no Senado em uma sessão extraordinária, convocada às vésperas do encerramento de sua vigência, refletindo a urgência da situação.

Dentre os R$ 266,5 milhões, a Lei 15.458, agora em vigor, destina R$ 230 milhões especificamente para ações de proteção e defesa civil, enquanto os R$ 36,5 milhões restantes são voltados para apoio financeiro às famílias que enfrentaram a perda de bens e danos materiais em municípios que vivem estado de calamidade pública reconhecido pelo governo federal.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, enfatizou a importância da utilização dos créditos, destacando que uma parte considerável dos recursos ainda não havia sido empregada, o que gerou a necessidade da votação em regime de urgência. A aprovação unânime entre os senadores demonstra um forte comprometimento com a questão.

A líder do governo, Teresa Leitão, também expressou gratidão pelo apoio durante a votação, ressaltando a relevância das questões climáticas na atualidade. Em suas palavras, ela pediu uma atenção especial à transição climática, enfatizando que este crédito extraordinário não é apenas um suporte financeiro, mas sim um gesto humanitário para proteger as famílias brasileiras afetadas por desastres naturais.

Este momento destaca a responsabilidade coletiva em garantir a segurança e a dignidade das populações vulneráveis, reforçando a necessidade de ações contínuas em prol da proteção civil, especialmente em tempos de crise climática.

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