Frei Orlando, que se chamava Antônio Álvares da Silva, nasceu em Morada Nova, Minas Gerais, em 1913. Ele se destacou como capitão capelão do Exército Brasileiro durante a 2ª Guerra Mundial, perdendo a vida na Itália em 1945, poucos dias antes da famosa batalha do Monte Castelo. Seu legado foi simbolicamente perpetuado no ano seguinte à sua morte, quando foi escolhido patrono do Serviço de Assistência Religiosa do Exército, em reconhecimento ao seu trabalho humanitário e social.
A iniciativa de honrá-lo surgiu do Projeto de Lei 1.076/2023, apresentado pelo ex-deputado federal Paulo Fernando, do Distrito Federal. No Senado, o texto recebeu a relatoria do senador Flávio Arns (PSB-PR), que tratou de dar celeridade ao reconhecimento do frei, unindo esforços em prol de uma homenagem a quem dedicou sua vida ao próximo.
O Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria é uma obra que registra, em páginas de aço, as referências de brasileiros que se destacaram na defesa do país. O acervo se encontra no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, une não apenas a memória, mas também a valorização das contribuições à sociedade.
Frei Orlando começou sua trajetória religiosa em Divinópolis e, após um período nos Países Baixos, retornou ao Brasil, onde foi ordenado sacerdote e lecionou no Colégio Santo Antônio, em São João Del-Rei. Ao mesmo tempo, se envolveu em atividades sociais, como a distribuição de sopa aos necessitados, sempre contando com a colaboração de militares do 11º Regimento de Infantaria.
Durante os preparativos da Força Expedicionária Brasileira (FEB) para a guerra, Frei Orlando se alistou e partiu para a Europa, onde realizou sua primeira missa na catedral de Pisa, voltada aos soldados brasileiros. Tragicamente, sua vida foi interrompida de forma abrupta, quando, a poucos dias da Tomada de Monte Castelo, ele perdeu a vida devido a um disparo acidental de um membro da resistência italiana. Com essa homenagem, a memória do frei se eterniza como exemplo de dedicação e altruísmo.




