SENADO FEDERAL – Fim da Escala 6×1 é debatido no Congresso; PEC 8/2025 pode transformar jornada de trabalho das mulheres no Brasil

O debate sobre a extinção do modelo de jornada de trabalho 6×1, que implica seis dias de trabalho seguidos por um dia de descanso, está ganhando cada vez mais atenção no Congresso Nacional. Atualmente, uma proposta de emenda à Constituição, conhecida como PEC 8/2025, está em tramitação na Câmara dos Deputados e promete gerar discussões acaloradas sobre o tema.

Na última quarta-feira, dia 6 de setembro, a Comissão Mista de Combate à Violência contra a Mulher promoveu um debate focado nos impactos que essa jornada de trabalho tem, especialmente sobre a mão de obra feminina. O formato 6×1 é considerado por muitos especialistas como exaustivo e potencialmente prejudicial à saúde e ao bem-estar das trabalhadoras. No contexto atual, onde a pressão por produtividade cresce, as consequências desse regime sobre a vida pessoal e profissional das mulheres se tornam ainda mais preocupantes.

As participantes da sessão expressaram a necessidade de se considerar não apenas os aspectos econômicos, mas também os sociais e familiares, que são fortemente afetados por essa carga horária intensa. Muitas mulheres que trabalham sob esse regime se encontram em situações de vulnerabilidade, pois a jornada extenuante pode dificultar o cuidado com os filhos e outras responsabilidades domésticas, levando a um ciclo de estresse e sobrecarga.

Além disso, as diputadas e especialistas presentes ressaltaram que a revisão dessa jornada de trabalho deve ser uma prioridade, uma vez que o aumento da eficácia e o fortalecimento da presença feminina no mercado de trabalho dependem, entre outros fatores, de um ambiente laboral mais humano e equilibrado.

O diálogo sobre a PEC 8/2025 representa uma oportunidade para repensar as normas trabalhistas que, por muito tempo, não refletiram a realidade das mulheres nas diversas esferas profissionais. A expectativa é que este movimento gere não apenas mudanças na legislação, mas também uma transformação cultural em relação ao valor do trabalho e ao respeito às condições oferecidas a todos os trabalhadores, especialmente aqueles em situações de maior fragilidade, como as mulheres. A luta por um sistema mais justo e igualitário continua no centro das atenções legislativas e sociais.

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