SENADO FEDERAL – FIFA amplia punições em caso de máfia das apostas e senador ressalta envolvimento de jogadores brasileiros no esquema

O senador Jorge Kajuru (PSB-GO) fez um pronunciamento na última terça-feira (12) no qual destacou que a FIFA ampliou as punições aplicadas pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) aos envolvidos na máfia das apostas eletrônicas. Segundo Kajuru, essas penalidades eram restritas apenas ao território nacional, mas agora foram estendidas para os países vinculados à entidade esportiva.

Em seu pronunciamento, o senador citou que a FIFA divulgou em seu site os nomes dos 11 jogadores punidos no âmbito esportivo brasileiro. As penas variam desde 360 dias de suspensão até o banimento do futebol. Três jogadores foram banidos em todo o mundo: Gabriel Tota, Matheus Gomes e Ygor Catatau. Outros oito jogadores receberam suspensões que variam entre 360 e 720 dias: Moraes Rodrigues, Paulo Miranda, Mateusinho, André Queixo, Paulo Sérgio, Fernando Neto, Kevin Lomónaco e Eduardo Bauermann.

O senador ressaltou a importância do Ministério Público do Estado de Goiás na investigação desse esquema de manipulação de resultados de jogos de futebol. A operação Penalidade Máxima, realizada pelo MP goiano, identificou tanto os apostadores que aliciaram atletas quanto os financiadores dos jogadores envolvidos com as apostas ilegais em sites conhecidos como “bets”.

Além disso, Kajuru alertou para a investigação de dois brasileiros que atuam no exterior. Luiz Henrique, do Betis da Espanha, e Lucas Paquetá, do West Ham da Inglaterra, foram acusados de terem recebido cartões amarelos em jogos por conta de apostas realizadas por pessoas próximas a eles. As federações inglesa e espanhola já abriram investigações contra os dois brasileiros e agora é aguardar para ver se resultarão em punição. Caso positivo, as confederações podem solicitar a ampliação territorial da pena e a FIFA poderá estendê-la em nível mundial.

O senador expressou sua torcida para que o Brasil, que é conhecido por exportar jogadores de futebol para diferentes partes do mundo, não se torne também um exportador de ilegalidades no campo das apostas esportivas. Seria lamentável, segundo Kajuru, que o país ganhasse essa reputação negativa.

Em suma, Kajuru ressaltou que as punições aplicadas pela FIFA aos envolvidos na máfia das apostas eletrônicas foram ampliadas e agora valem para países vinculados à entidade esportiva. Ele também destacou o papel do Ministério Público de Goiás na investigação desse esquema e alertou para as investigações envolvendo brasileiros que atuam no exterior. O senador torce para que o Brasil não se torne conhecido como exportador de ilegalidades no campo das apostas esportivas.

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