Essas organizações estão se tornando cada vez mais enraizadas nas comunidades brasileiras, desafiando as autoridades locais e a segurança pública. Lima destacou a abrangência dessas facções, que não apenas dominam áreas urbanas, mas também vêm se expandindo para regiões menos povoadas, aumentando suas operações em diversos segmentos ilícitos, como tráfico de drogas, extorsão e até mesmo comércio de armas. Essa presença pervasiva levanta questões sobre a eficácia das políticas de segurança pública implementadas ao longo dos anos e coloca em evidência a necessidade urgente de uma abordagem mais integrada e coordenada para combater o crime organizado.
Durante a audiência, Lima enfatizou que o crescimento e a consolidação do crime organizado no Brasil demandam um esforço contínuo por parte das instituições do Estado. Ele sugeriu que a resposta do governo deve ser multifacetada, incluindo não apenas ações repressivas, mas também programas de prevenção e reintegração social. O diretor-presidente alertou que, sem uma estratégia abrangente, as forças de segurança correm o risco de perder o controle sobre áreas dominadas por essas facções.
Além disso, a situação foi classificada como uma verdadeira crise de segurança, que se reflete em índices alarmantes de violência em diversas regiões. Lima sublinhou que o enfrentamento do crime organizado requer um compromisso efetivo de todos os níveis de governo e a colaboração entre diferentes setores da sociedade civil.
Em suma, a declaração de Renato Sérgio de Lima durante a CPI do Crime Organizado evidencia um grave desafio para o Brasil. O fortalecimento das facções criminosas representa uma ameaça não apenas à segurança, mas também à democracia e ao bem-estar social, exigindo um debate intensivo e ações eficazes para mitigar seus impactos.
