Para o senador Randolfe Rodrigues, presente no evento, as fotografias de Orlando Brito conseguiram capturar a resistência do povo brasileiro durante os anos de autoritarismo, servindo como um precioso registro histórico. Eventos como este são fundamentais para manter viva a memória do período de ruptura democrática e inspirar ações que fortaleçam a democracia no país.
A presença do jornalista Cid Benjamin na exposição também trouxe reflexões sobre o processo de redemocratização do Brasil e a importância de definir claramente o papel das Forças Armadas em um regime democrático. Benjamin destacou a necessidade de resgatar as memórias daquele período sombrio para evitar novas rupturas no futuro.
Familiares do ex-presidente João Goulart e das vítimas da ditadura militar prestigiaram a abertura da exposição, juntamente com figuras públicas como o ex-ministro José Dirceu. O fotógrafo Orlando Brito, com uma carreira de 58 anos, deixou um legado de reportagens e imagens icônicas que documentam a história política do Brasil.
Além da exposição, também foi lançado o livro “Tempos de Chumbo”, organizado pela filha de Orlando Brito, Carol Brito, e contendo artigos e relatos de pessoas que vivenciaram o regime militar, ilustrados com as fotos do renomado fotógrafo. A obra, que conta com a participação de políticos, acadêmicos e representantes de instituições importantes, é mais uma contribuição para manter viva a memória e conscientizar as novas gerações sobre os desafios e as consequências da luta pela democracia no Brasil.
A exposição ficará aberta ao público até o dia 12 de abril, permitindo que os visitantes possam apreciar e refletir sobre as imagens que marcaram um período crucial da história brasileira. A galeria está localizada no anexo 1, entre o Senado e a Câmara dos Deputados, e estará aberta das 9h às 18h. O legado de Orlando Brito e a importância da democracia no país continuam sendo temas essenciais para a reflexão e a preservação da história nacional.





