Durante seu depoimento, Vieira negou categoricamente ter compactuado com quaisquer atos antidemocráticos. Ele se defendeu afirmando que não teve oportunidade de acessar os documentos que embasam o inquérito em questão e, por isso, optou por permanecer em silêncio. O coronel afirmou que é seu direito garantido pela legislação não se incriminar ou produzir provas contra si mesmo.
Cristiano Zanin, ministro do STF responsável por conceder o habeas corpus a Vieira, afirmou que a medida legal tinha o objetivo de assegurar ao depoente o direito de não se autoincriminar e evitar que ele fosse constrangido a prestar declarações que pudessem prejudicá-lo de alguma forma. Segundo Zanin, a decisão é uma garantia fundamental prevista na Constituição.
O depoimento do coronel causou bastante polêmica entre os parlamentares presentes, que buscavam obter informações e esclarecimentos sobre os possíveis envolvimentos de Vieira nos atos que ocorreram no dia 8 de janeiro. A CPMI tem como objetivo investigar a participação de agentes públicos e privados nas manifestações antidemocráticas ocorridas naquele dia na capital federal.
Ainda assim, apesar das expectativas dos parlamentares, Vieira se manteve firme em sua decisão de não responder às perguntas e se limitou a reforçar sua negação de qualquer envolvimento com os atos antidemocráticos. Seu depoimento deixou muitos questionamentos sem respostas e aumentou a necessidade de aprofundamento nas investigações em curso.
A CPMI do 8 de Janeiro continua seu trabalho com a finalidade de elucidar os fatos ocorridos naquela data e identificar os responsáveis pelos atos antidemocráticos. Os parlamentares envolvidos no processo afirmaram que irão analisar alternativas legais para garantir que o depoimento de Vieira seja devidamente esclarecido, mesmo diante da decisão do coronel de permanecer calado.
A expectativa é que novos desdobramentos ocorram nos próximos dias, seja por meio de decisões do STF ou através do avanço das investigações conduzidas pela CPMI. A sociedade aguarda respostas que possam contribuir para a proteção da democracia e a punição de eventuais responsáveis pelos ataques ocorridos no 8 de Janeiro.





