SENADO FEDERAL – “Estudo destacado por Kajuru evidencia disparidade salarial entre funcionários do serviço público.”

No centro da capital do país, o senador Jorge Kajuru (PSB-GO) destacou um estudo relevante em seu discurso nesta quarta-feira (9). O estudo em questão foi publicado pelo instituto República.org, uma plataforma de dados conhecida por suas análises profundas da gestão de pessoas no serviço público brasileiro. O legislador ofereceu um resumo sucinto da metodologia do instituto, explicando como eles compilaram os dados oficiais que detalham a remuneração dos servidores estatutários de todas as ramificações do governo – Executivo, Legislativo e Judiciário. Esses dados abrangem quase 7 milhões de funcionários públicos em todo o Brasil.

Os resultados do estudo foram surpreendentes, de acordo com Kajuru. O informe revela que metade dos servidores públicos brasileiros conta com uma remuneração de aproximadamente R$ 3,4 mil mensais, o que fica um pouco além de dois salários mínimos no país. A análise do República.org vai além, indicando que 70% da totalidade dos servidores estatutários no Brasil ganha uma quantia de até R$ 5 mil por mês. O senador ressaltou que os chamados “supersalários” – aqueles acima do teto de R$ 41.650, um valor correspondente ao rendimento máximo de um ministro do Supremo Tribunal Federal – são a exceção, não a regra.

Os supersalários acabam por beneficiar menos de 1% de todos os servidores. De acordo com Kajuru, essa situação é um reflexo fiel da realidade social do Brasil. Em suas palavras, “o Estado brasileiro reproduz no serviço público as desigualdades salariais de nossa sociedade. Pouquíssimos ganham muito, mas a enorme maioria está distante de ser endinheirada”.

A pesquisa também sinaliza a necessidade de padronização das regras de carreira e remuneração, para evitar brechas que permitam o pagamento de salários além do teto estabelecido. Além disso, o estudo sugere uma reformulação nos concursos públicos, a fim de torná-los mais inclusivos. O senador Kajuru considerou o levantamento extremamente oportuno, especialmente agora que líderes políticos e empresariais começam a pressionar mais uma vez por uma reforma administrativa.

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