SENADO FEDERAL –

Especialistas ressaltam importância da medicina esportiva na prevenção de doenças e promoção da saúde durante audiência no Senado

Na última terça-feira, 14 de outubro, a Comissão de Esporte do Senado Federal promoveu um debate importante sobre a necessidade de políticas públicas que incentivem a prática de atividade física no Brasil. Especialistas na área de medicina esportiva foram unânimes ao afirmar que essas iniciativas não apenas previnem doenças, mas também podem aliviar a pressão sobre os sistemas de saúde, tanto públicos quanto privados.

A audiência foi convocada pela presidente da CEsp, senadora Leila Barros, que destacou a medicina esportiva como uma disciplina fundamental para além do atendimento a atletas de alto desempenho. De acordo com os participantes, essa área do conhecimento ressalta seu papel na promoção da qualidade de vida e no combate ao sedentarismo, que se tornou uma das grandes ameaças à saúde da população.

A medicina esportiva, reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina, abrange desde a prevenção até o tratamento de condições resultantes da prática de atividades físicas. Para a senadora Leila Barros, é premente discutir as estruturas e políticas que podem ser implementadas para maximizar os benefícios dessa especialidade. “A medicina esportiva deve ser vista como um meio de promover qualidade de vida e eficiência no sistema de saúde”, afirmou a parlamentar.

Fernando Carmelo, membro do Conselho Consultivo da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, ressaltou que a medicina esportiva é uma ferramenta poderosa para combater o sedentarismo e melhorar a saúde mental. Segundo Carmelo, incentivar a prática de exercícios deve ser um assunto central nas políticas públicas.

Ele não estava sozinho em suas observações. José Kawazoe Lazzoli, secretário-geral da Federação Internacional de Medicina Esportiva, chamou a atenção para a importância de uma abordagem individualizada na prescrição de exercícios, comparável à administração de medicamentos. Ele defendeu que políticas públicas que incentivem a atividade física são essenciais para a saúde da população em geral, independentemente da faixa etária.

Rômulo Capello Teixeira, diretor cultural da Associação Médica Brasileira, enfatizou a importância da prática de esportes nas escolas e a necessidade de treinamentos para que pessoas comuns possam lidar com situações de emergência. “Conversamos sobre a vitalidade de ter hábitos saudáveis, que não apenas promovem bem-estar, mas também preparam os indivíduos para agir em casos críticos”, disse Teixeira.

Moacir Silva Neto, especialista em medicina esportiva, também alertou que a busca por saúde mental e neurologia se tornou uma pressão global significativa. Ele argumentou que a atividade física pode ser uma alternativa eficaz ao uso de medicamentos para tratar doenças como a depressão.

A reunião não apenas discutiu a saúde e a qualidade de vida da população, mas também incluiu comentários sobre o recente desempenho da seleção brasileira na Copa do Mundo, refletindo sobre como a construção de um projeto sólido pode preparar o país para as futuras competições.

Dessa forma, o debate tirou lições valiosas sobre a importância da medicina esportiva e da atividade física, não apenas para atletas, mas para toda a população, reafirmando a necessidade de um esforço coletivo em prol de políticas que priorizem a saúde e o bem-estar dos cidadãos.

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