Esta foi a segunda audiência realizada pelo colegiado a respeito do tema, que vem ganhando cada vez mais relevância no cenário educacional brasileiro. Em setembro, o MEC anunciou que está elaborando um projeto de lei que visa proibir o uso de celulares por estudantes em escolas públicas e privadas. A medida tem como objetivo combater os possíveis prejuízos que o uso excessivo dos aparelhos pode trazer para o processo de ensino-aprendizagem.
Durante a audiência, os especialistas presentes defenderam a restrição ao uso do celular nas escolas, argumentando que a presença dos dispositivos pode causar distrações, prejudicar a concentração dos alunos e até mesmo facilitar comportamentos inadequados, como o bullying cibernético. Além disso, ressaltaram a importância de estimular a interação entre os estudantes de forma presencial, promovendo uma maior socialização e desenvolvimento de habilidades interpessoais.
Por outro lado, alguns participantes da audiência manifestaram preocupação com a possibilidade de uma proibição total do uso de celulares, alertando para a importância de se encontrar um equilíbrio entre o aproveitamento das tecnologias e a necessidade de garantir um ambiente educacional saudável e produtivo. Entre as sugestões apresentadas durante o debate, destacaram-se a implementação de políticas educacionais que promovam o uso consciente dos dispositivos e a realização de campanhas de conscientização sobre o tema.
Diante das diferentes opiniões e argumentos apresentados, fica evidente a complexidade do tema e a necessidade de se encontrar soluções que considerem os diversos aspectos envolvidos. A discussão sobre o uso de celulares nas escolas certamente continuará sendo debatida e acompanhada de perto pelos gestores educacionais e pela sociedade como um todo.
