SENADO FEDERAL – Escolas terão que ensinar prevenção à pedofilia e navegação segura na internet, prevê novo projeto da Comissão de Direitos Humanos.

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado brasileiro aprovou, no dia 8 de novembro, um projeto de lei que visa introduzir a educação sobre a prevenção da pedofilia e a segurança na navegação nas redes sociais nas escolas públicas e particulares. A proposta, que agora será incorporada ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), reflete uma preocupação crescente com a proteção das crianças e adolescentes no ambiente digital e nos espaços escolares.

O projeto de lei, conhecido como PL 5.810/2019, foi apresentado pela ex-deputada Edna Henrique, do estado da Paraíba. O relator da proposta, senador Bruno Bonetti, do PL do Rio de Janeiro, defendeu a importância da legislação, destacando que educar os estudantes sobre como se proteger online é uma necessidade urgente. Para Bonetti, essa educação vai além de prevenir riscos; ela enriquece a experiência escolar e promove um ambiente mais seguro e informativo para os jovens.

As aulas dedicadas à navegação segura na internet foram descritas pelo senador como uma das disciplinas mais atraentes e disputadas nas escolas. Na sua avaliação, essas aulas não apenas instruirão os alunos sobre riscos como pedofilia e outras ameaças online, mas também oferecerão ferramentas que permitirão que utilizem as redes sociais de forma mais consciente e responsável.

O encaminhamento da proposta à Comissão de Educação (CE) marca um passo significativo no avanço das discussões sobre a segurança infantil no ambiente digital, em um momento onde o acesso à internet se torna cada vez mais comum entre jovens e crianças. A inclusão dessa temática no currículo escolar é vista como uma estratégia essencial para criar uma geração de usuários mais críticos e informados.

O diálogo sobre a proteção da infância em um mundo digital é cada vez mais relevante, à medida que as interações online se multiplicam e as ameaças se tornam mais complexas. Com essa legislação, espera-se que as instituições de ensino passem a atuar de forma mais ativa na formação de cidadãos mais seguros e conscientes em relação ao uso da tecnologia.

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