SENADO FEDERAL – Escolas brasileiras terão que incluir estudo sobre contribuições femininas a partir de 2025, determina nova lei sancionada.

A partir de 2025, o estudo das contribuições das mulheres à humanidade será obrigatório em todo o país. A Lei 14.986, publicada no Diário Oficial da União, entrará em vigor no próximo ano e determina que os currículos das escolas públicas e privadas devem abordar as experiências e perspectivas femininas na história do Brasil e do mundo. Esse novo artigo na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional visa garantir que as escolas apresentem diversos aspectos femininos da história, ciência, artes, cultura, economia e política.

De acordo com a nova legislação, as contribuições, vivências e conquistas das mulheres serão destacadas nos currículos do ensino fundamental e médio. Além disso, a lei prevê a criação da Semana de Valorização de Mulheres que Fizeram História, a ser realizada anualmente na segunda semana de março em todas as escolas de educação básica.

O projeto de lei que originou essa medida foi proposto pela deputada federal Tabata Amaral e aprovado pelo Senado, com a relatoria da senadora Soraya Thronicke. Segundo Soraya, estereótipos impactam as decisões das meninas desde cedo, desencorajando-as de interesses em áreas específicas, o que resulta na baixa representatividade feminina em diversas carreiras.

Tabata Amaral ressalta que a Semana de Valorização de Mulheres que Fizeram História tem como objetivo informar a comunidade escolar sobre as mulheres que tiveram destaque na história do Brasil e de outros países. É uma iniciativa para fomentar nas alunas a possibilidade de se tornarem cientistas ou líderes políticas, e nos meninos, o respeito e admiração por mais mulheres.

A autora do projeto também destaca que as mulheres têm baixa representação no mundo científico devido ao preconceito social e econômico. Pesquisas mostram que as mulheres têm melhor desempenho escolar, mas acabam enfrentando desigualdades no mercado de trabalho. A construção social de masculinidade e feminilidade no ambiente escolar influencia diretamente nas escolhas de carreira das meninas, sendo essencial promover a equidade de gênero desde cedo.

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