Moura expressou sua preocupação em relação à viabilidade de cursos presenciais em áreas como veterinária e agronomia serem oferecidos online. “É difícil entender como certas profissões, que exigem um contato prático intenso, podem ser ensinadas de forma remota”, ponderou. A questão levantada pelo senador leva a uma reflexão essencial sobre o tipo de formação que está sendo disponibilizada e quais gerações de profissionais estão sendo formadas.
O parlamentar também fez um apelo por um planejamento mais estratégico na criação e manutenção de cursos nas universidades públicas. Ele enfatizou que essa estratégia deve ser baseada na demanda real dos estudantes e na melhor utilização das estruturas existentes. Moura apontou que muitos cursos têm baixa adesão, resultando em um número reduzido de formandos e comprometendo a eficiência do investimento público feito nas instituições.
“Há casos em que um professor, com formação de alto nível, é capaz de formar apenas uma fração dos alunos que poderia. Isso é um desperdício dos recursos que o governo destina ao ensino superior”, destacou. O senador criticou a disparidade entre o alto nível acadêmico dos professores – muitos deles doutores e pós-doutores – e o número de alunos efetivamente formados. Para Moura, é crucial repensar a educação superior no Brasil, assegurando que as universidades sejam mais acessíveis e que todo potencial de aprendizagem seja explorado, abrindo as portas para aqueles que desejam se educar e contribuir para a sociedade.






