Alcolumbre destacou que essa situação parece ser parte de uma estratégia destinada a criar a falsa impressão de que as divergências entre os Poderes estão sendo resolvidas por meio de acordos baseados em interesses pessoais. Ele ressaltou que essa abordagem é desrespeitosa não apenas para com a presidência do Congresso, mas para todo o Poder Legislativo. Em sua visão, tal atitude representa um método antiquado de desqualificar aqueles que se opõem a certas ideias ou interesses momentâneos.
O presidente do Senado também enfatizou que é essencial que nenhum dos Poderes se considere superior ao outro, reforçando que todos eles têm responsabilidades e prerrogativas definidas pela Constituição. No caso em questão, enquanto o Presidente da República detém a prerrogativa de indicar um ministro para o STF, cabe ao Senado a função de aprovar ou rejeitar essa indicação. Esse processo deve ser conduzido com respeito mútuo e dentro dos limites constitucionais.
Alcolumbre ressaltou que a falta de envio da mensagem oficial ao Senado é preocupante e poderia comprometer o cronograma já estabelecido para a sabatina e votação da indicação, uma prerrogativa exclusiva da Casa legislativa. Ele também observou que o prazo estipulado para a sabatina está em consonância com as indicações anteriores, permitindo a definição do nome ainda em 2025 e evitando a procrastinação, que em outras ocasiões recebeu críticas.
Por fim, o presidente do Senado manifestou sua expectativa de que o processo democrático ocorra de maneira transparente e respeitosa, afirmando que nenhum fator externo será capaz de influenciar a decisão soberana e consciente do Senado sobre esse importante tema.
