Os convidados que participaram da audiência não deixaram de evidenciar a questão social envolvida nessa crise. O abandono do campo traz consigo uma série de consequências para as famílias que dependem da atividade leiteira como fonte de renda. O êxodo rural torna-se cada vez mais a única saída para as famílias que não encontram mais viabilidade financeira na pecuária.
Outro ponto de preocupação destacado pelos participantes foi a queda no preço do leite durante essa entressafra. Com a diminuição da oferta, a prática de dumping por países do Mercosul provoca uma concorrência desleal e prejudicial aos produtores brasileiros. O tratado com o Mercosul, segundo os participantes, precisa ser reavaliado a fim de evitar os efeitos danosos dessa concorrência.
Durante os debates, os especialistas ressaltaram a importância do governo em estabelecer políticas públicas que possam auxiliar os produtores leiteiros nesse momento de crise. Medidas como incentivos fiscais, linhas de crédito com juros mais baixos e programas de capacitação técnica foram alguns exemplos citados.
Além disso, a necessidade de investir em infraestrutura e tecnologia também se fez presente nos discursos. A modernização das propriedades e a adoção de técnicas mais eficientes de produção são fundamentais para a sobrevivência dos produtores e para a retomada do crescimento do setor.
Portanto, a crise na pecuária leiteira do Rio Grande do Sul não pode ser considerada apenas como um problema econômico. Ela traz consequências sociais preocupantes, como o abandono do campo, e exige a adoção de medidas políticas efetivas para garantir a sobrevivência dos produtores e também para proteger a economia nacional da concorrência desleal.
