O empresário americano Jeffrey Epstein foi, até sua morte em 2019, o centro de uma complexa rede de exploração sexual, cujas atividades se tornaram mais visíveis com a liberação de documentos e imagens anteriormente mantidos em sigilo. Os arquivos vêm à tona em um contexto de crescente preocupação global sobre o tráfico humano e a exploração infantil, destacando a interconexão de casos que, em muitas situações, envolvem origens no Brasil.
Damares enfatizou que o rápido acesso e a análise desses documentos são fundamentais, especialmente devido às citações frequentes ao Brasil, que evidenciam o envolvimento de crianças brasileiras em esquemas de exploração sexual orquestrados por Epstein. As menções ao país nos arquivos renovam a urgência em abordar questões de tráfico de pessoas e exploração sexual no âmbito nacional, evidenciando uma situação alarmante.
A senadora destacou que a proteção de crianças e adolescentes é uma prioridade da CDH. Ela chamou a atenção para dados preocupantes do Sistema Nacional de Localização e Identificação de Desaparecidos (Sinalid), que aponta para mais de 50 mil crianças desaparecidas no Brasil. A gravidade da exploração sexual infantil foi reforçada por recentes apreensões, que revelaram até um milhão de imagens relacionadas a abusos.
“Enquanto houver pedófilos, haverá oferta, e nossas crianças estarão em risco”, alertou Damares. Com isso, a comissão se compromete a tratar a proteção de crianças e adolescentes como uma prioridade absoluta, reiterando a necessidade urgente de ação e vigilância contra práticas abusivas que afetam os mais vulneráveis da sociedade. Este compromisso reflete uma mobilização necessária para combater um problema que, por anos, foi silenciado.






