SENADO FEDERAL – Cresce número de brasileiros que compram livros, mas educação em leitura ainda é preocupação, afirma senadora Teresa Leitão.

Em uma revelação recente da Câmara Brasileira do Livro, foi informado que 18% da população brasileira adquiriu pelo menos um livro, seja ele impresso ou digital, durante o ano de 2025. Essa marca representa um progresso considerável, com um acréscimo de dois pontos percentuais em comparação ao ano anterior, 2024. Contudo, essa melhora na venda de livros não é suficiente para apagar as preocupações relacionadas aos níveis de proficiência em leitura no país, segundo a senadora Teresa Leitão (PT-PE). Como presidente da Comissão de Educação e Cultura do Senado, ela sublinha a importância de abordar a questão do desenvolvimento da competência leitora entre os brasileiros.

A senadora destaca que, embora haja um aumento na compra de livros, o que se observa é uma discrepância significativa entre a quantidade de livros adquiridos e a habilidade de leitura efetiva da população. Essa preocupação acende um chamado à ação, revelando a necessidade de se implementar políticas e iniciativas que fortaleçam o hábito da leitura e incentivem a formação de leitores críticos e competentes.

Nesse contexto, diversas iniciativas têm sido debatidas e analisadas pelo Senado visando a promoção do livro e da leitura no Brasil. Entre essas propostas, destacam-se os projetos de lei conhecidos como PL 49/2015 e PL 2.219/2022, que buscam estabelecer estratégias para fomentar o acesso à literatura de forma mais ampla e democrática, além de proporcionar recursos para programas educacionais focados na leitura.

As abordagens previstas nesses projetos envolvem desde a criação de bibliotecas comunitárias até incentivos fiscais para editoras, o que poderia impulsionar a produção de obras literárias e tornar os livros mais acessíveis a diversos públicos. Além disso, ações direcionadas a escolas e instituições de ensino visam implementar práticas que promovam o hábito da leitura desde a infância, fundamentais para o desenvolvimento das habilidades necessárias para uma leitura proficiente.

Portanto, mesmo com avanços significativos na comercialização de livros, o desafio de formar leitores competentes permanece, exigindo esforços contínuos e colaborativos entre governo, instituições culturais e sociedade civil. A luta pela valorização da leitura e da educação no Brasil é uma missão coletiva que precisa ser priorizada nos anos que se seguem.

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