SENADO FEDERAL – Crédito Consignado já beneficiou 4,2 milhões de trabalhadores; senadores alertam para o risco de endividamento crescente no setor privado.

O crédito consignado destinado aos trabalhadores do setor privado tem mostrado um crescimento significativo, com mais de 4,2 milhões de empregados com carteira assinada já adotando essa modalidade de empréstimo. Essa iniciativa, que ganhou destaque após sua aprovação no Senado em julho, já movimentou um expressivo montante de R$ 30 bilhões, evidenciando a alta demanda por essa opção de financiamento.

Uma das novidades que promete impactar ainda mais o cenário é a possibilidade de utilização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia para esses empréstimos, medida que entra em vigor em novembro. Essa mudança tem o potencial de facilitar o acesso ao crédito para muitos trabalhadores, que podem encontrar melhores condições de pagamento e juros mais baixos, uma vez que o FGTS oferece uma segurança adicional para as instituições financeiras.

Entretanto, o crescimento dessa modalidade de crédito traz à tona preocupações pertinentes. O senador Oriovisto Guimarães, do PSDB do Paraná, tem chamado a atenção para o aumento do endividamento entre os trabalhadores que estão recorrendo a essa forma de crédito. Aumentar a capacidade de endividamento pode criar um ciclo perigoso, em que os trabalhadores se veem presos a dívidas crescentes e condições financeiras desfavoráveis.

Por outro lado, o senador Rogério Carvalho, do PT de Sergipe, destaca que a implementação completa do programa é um passo importante para tornar as operações de crédito mais acessíveis e favoráveis aos trabalhadores. Segundo ele, a inclusão do FGTS como garantia é uma forma de ampliar as oportunidades para aqueles que buscam estabilizar suas finanças ou realizar investimentos pessoais, como a compra de bens ou a quitação de dívidas existentes.

Enquanto o cenário do crédito consignado se desenvolve, a sociedade observa atentamente as implicações econômicas e sociais dessa ferramenta. É essencial garantir que, embora o acesso ao crédito se torne mais fácil, também sejam adotadas medidas que protejam os trabalhadores contra os riscos de endividamento excessivo. Em um momento em que a segurança financeira é fundamental para a maioria das famílias brasileiras, o desafio será encontrar um equilíbrio entre acesso ao crédito e a proteção dos direitos dos trabalhadores.

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