Durante a reunião que se estendeu pela madrugada, Viana enfrentou um pedido de questão de ordem feito pela senadora Eliziane Gama (PSD-MA), que solicitou a apreciação do relatório da base. No entanto, Viana não acatou a solicitação e não designou um novo relator para o texto alternativo.
Apesar do fim da CPMI, Viana afirmou que as investigações ainda continuarão. Ele anunciou que cópias do relatório rejeitado seriam encaminhadas ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Supremo Tribunal Federal (STF), com intuito de fomentar apurações adicionais. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) declarou que o documento da base governista também seria direcionado à Polícia Federal.
Ao longo de sua fala, Viana destacou a importância dos direitos dos aposentados e pensionistas, fazendo citações bíblicas para reforçar sua mensagem. Ele expressou sua insatisfação por não ter tido a oportunidade de aprofundar a investigação, mas saiu da comissão com a sensação de dever cumprido.
O relatório de Gaspar, que se estendia por cerca de 4 mil páginas, pedia o indiciamento de mais de 200 pessoas, citando a existência de uma “estrutura criminosa” voltada para fraudes contra aposentados. Ao ser lido, Gaspar enfatizou a importância do trabalho da comissão, que segundo ele, “ousou devolver a esperança ao povo brasileiro”.
O senador Rogério Marinho (PL-RN) classificou o documento rejeitado de “brilhante,” enquanto outros parlamentares, como Marcio Bittar (PL-AC), criticaram a iniciativa da base governista, considerando-a uma tentativa de desvirtuar o trabalho da CPMI. A reunião foi marcada por debates acalorados, onde posicionamentos divergentes sobre a responsabilidade nas fraudes emergiram.
O dia culminou com a reprovação do parecer de Alfredo Gaspar, mas a perspectiva de novos desdobramentos permanece no ar, considerando que os indiciamentos sugeridos em seu relatório envolvem figuras proeminentes da política brasileira, refletindo a seriedade das acusações e a profundidade do esquema de fraudes encontrado no INSS.






