O presidente da CPMI, o senador Carlos Viana, do Podemos de Minas Gerais, comunicou o andamento das ações por meio de suas redes sociais. Em sua postagem, ele enfatizou o compromisso da comissão em garantir que todas as irregularidades sejam esclarecidas, afirmando: “A CPMI seguirá adotando todas as medidas legais cabíveis para assegurar que os fatos sejam plenamente esclarecidos diante do povo brasileiro.”
Além das convocações, Viana informou que a comissão está em processo de contestação de um habeas corpus concedido ao empresário Maurício Camisotti. O executivo encontra-se preso desde setembro sob suspeita de envolvimento em um esquema de descontos indevidos em aposentadorias. De acordo com a decisão do Supremo Tribunal Federal, Camisotti não é obrigado a comparecer à CPMI, o que levanta preocupações sobre a transparência da investigação.
A CPMI divulgou um calendário de atividades para as próximas semanas, que inclui 11 reuniões programadas entre 5 de fevereiro e 19 de março. As sessões, que ocorrerão sempre às segundas e quintas-feiras, são essenciais para a continuidade das apurações e a coleta de depoimentos. A leitura do relatório final, elaborado pelo deputado Alfredo Gaspar, está agendada para 23 de março, com votação prevista para dois dias depois, no dia 26, que coincide com o término do prazo de funcionamento da CPMI.
Entretanto, Viana está buscando prorrogar as atividades da comissão para garantir que todas as responsabilidades sejam apuradas de forma abrangente. Ele está reunindo assinaturas para essa extensão, considerando a complexidade e a gravidade das questões em análise. A expectativa é de que as próximas semanas revelem informações vitais sobre as fraudes que abalaram a confiança na gestão do INSS e nos sistemas financeiros relacionados.
