Inicialmente, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), havia anunciado a presença de Vorcaro e do presidente do BMG, Luiz Félix Cardamone Neto. No entanto, Cardamone Neto não poderá comparecer na data programada devido a compromissos fora do país até o final de fevereiro. Seu retorno à CPMI foi sugerido para o dia 25 do mesmo mês.
Em coletiva de imprensa, Viana destacou que já está trabalhando para garantir a presença de Vorcaro. O banqueiro é alvo de investigações por fraudes financeiras ligadas ao Banco Master, que possui cerca de 250 mil contratos de empréstimos consignados que foram suspensos pelo INSS. Esta suspensão ocorreu por falta de comprovação de documentação que assegurasse a anuência dos aposentados envolvidos.
Viana enfatizou a importância da vinda de Vorcaro à CPMI, ressaltando a necessidade de esclarecimentos sobre como o banco conseguiu operar tais contratos sem a devida autorização dos aposentados. O presidente da CPMI indicou a intenção de impetrar um mandado de segurança para que toda a documentação retida pelo STF seja devolvida à comissão, permitindo que os parlamentares analisem as informações pertinentes à investigação.
Outros depoimentos esperados incluem o de Maurício Camisotti, empresário que, segundo informações, pode estar vinculado a esquemas de fraude e lavagem de dinheiro. Ele obteve um habeas corpus que lhe permite não comparecer à CPMI se optasse por isso, o que gerou descontentamento em Viana. Com vários requerimentos apresentados para a convocação de Camisotti, a CPMI busca esclarecer sua ligação com a Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos (Ambec), que foi acusada de desviar recursos de aposentados.
Por fim, a CPMI pretende ouvir Gilberto Waller Júnior sobre as medidas que foram implementadas no INSS desde sua gestão, além das razões por trás da suspensão de contratos e da remoção de servidores. O senador Carlos Viana destacou a necessidade de compreender a efetividade das ações tomadas e as responsabilidades administrativas existentes.
A CPMI ainda prever mais 13 reuniões antes de apresentar seu relatório final, e Viana planejá solicitar uma extensão de 60 dias para concluir todas as deliberações essenciais. O objetivo é recolher todos os documentos e depoimentos necessários para uma finalização abrangente e informada do inquérito.






