O presidente da CPMI, Carlos Viana, manifestou sua insatisfação com a ausência de acordos, mas assegurou que todos os requerimentos não votados seriam reapresentados na próxima reunião, programada para o dia 4 de outubro. Viana enfatizou que, na ausência de consenso, cada item seria analisado individualmente.
Um dos temas que polarizou o debate foi a convocação do Advogado Geral da União, Jorge Messias, cuja indicação para o Supremo Tribunal Federal (STF) suscitou contestações. Parlamentares da oposição argumentaram que Messias estava ciente das fraudes e demandaram esclarecimentos sobre sua resposta ao caso. Em contrapartida, integrantes da base governista acusaram a oposição de tentar desviar o foco das investigações, visando comprometer a imagem do indicado ao STF antes de sua sabatina agendada.
A confusão também se estendeu a uma proposta de convocação do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, por parte de um deputado do PT, que o acusou de estar ligado a práticas fraudulentas de crédito consignado. A situação gerou uma tensão evidente entre os parlamentares, resultando em gritos e ataques verbais.
Entre os requerimentos aprovados, destacam-se a convocação do secretário-executivo do Ministério da Previdência Social e líderes de associações envolvidas em denúncias de cobranças irregulares. Também foram solicitadas informações ao INSS e a outros órgãos sobre auditorias e relatórios de fiscalização referentes a fraudes ocorridas entre 2020 e 2025.
A CPMI está atenta ao desafio de elucidar as complexas teias de corrupção e irregularidades dentro do sistema previdenciário, buscando um entendimento mais profundo sobre as falhas na proteção aos beneficiários e as responsabilidades de todos os envolvidos. A luta política, que entrelaça interesses partidários com questões de ética e responsabilidade, continua a dominar o panorama das investigações em curso.
