A formalização do pedido de prorrogação já foi realizada, mas sua efetivação depende de um despacho da Presidência do Senado para que seja publicado oficialmente. De acordo com o requerimento, a CPI não apenas está focada na aceleração de facções criminosas e milícias, mas também nas possíveis conexões que esses grupos têm com a economia formal. Essa complexidade do tema torna necessário mais tempo para a análise minuciosa de documentos e a coleta de provas sustentáveis.
Durante a 17ª reunião da CPI, foi ouvido o secretário nacional de Políticas Penais, André de Albuquerque Garcia. Alessandro Vieira utilizou a ocasião para explicar que a reunião com Alcolumbre poderá ser decisiva, definindo se a prorrogação será aprovada ou se o trabalho da CPI será encerrado na próxima semana. Ele afirmou com clareza a importância desse momento, ressaltando que a decisão deve ser tomada a partir das 14h30 daquele dia.
Além disso, o senador Vieira garantiu que, independentemente do resultado da solicitação de prorrogação, a CPI apresentará um relatório final que sintetiza os achados das investigações até aquele ponto. Ele destacou que, se a comissão for encerrada na data prevista, ainda sim o relatório contemplará todos os elementos que estiveram em análise, reforçando o compromisso do grupo com a transparência e a clareza dos fatos apurados.
Outro membro da comissão, o senador Eduardo Girão, também se pronunciou a favor da prorrogação, expressando otimismo quanto à decisão da Presidência do Senado. Ele afirmou que espera que a conclusão da reunião resulte em uma decisão racional e equilibrada que permita a continuidade dos trabalhos investigativos. A tensão e a expectativa em torno da prorrogação refletem a importância das investigações no combate ao crime organizado no país.
